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Arquivo da categoria: Top Top

Top Ten 2009

Todo ano eu monto um top ten de filmes e posto em dezembro. Por conta dos trabalhos e da correria, esse ano foi diferente e atrasado. Mas taí, a quem interessar possa.

Foi um ano fraquíssimo para blockbusters, com o Cameron salvando tudo aos 45 do segundo tempo. Mas espero que 2010 a qualidade dos filmes seja um pouco  melhor. Apesar de, como eu prometi, vou utilizar mais os ouvidos do que os olhos neste ano.

2007, 2008 e, enfim, 2009.

Decepção do ano

Caramba, como eu disse, foi um ano fraco para blockbusters. Wolverine foi mais ou menos, GI Joe foi passável (dentro das características propostas) e, apesar de eu ter odiado Astro Boy com todas as minhas forças, o pior mesmo foi:

Transformers – A Vingança dos Derrotados.


Nem sei o que dizer desse filme. Na verdade, nem gosto de lembrar dele. O primeiro foi algo diferente e divertido que, sei lá, esperava algo pelo menos no mesmo nível. Não aconteceu. Michael Bay teve um surto de hiperatividade e usou todo o dinheiro para contar nada, aliás, usou o dinheiro para mostrar as bolas de um robô… avemaria.. me deu vergonha alheia…

Surpresa do Ano

Martyrs


Apesar de ter me surpreendido pra caramba com O Visitante (a atuação de Richard Jenkins é fenomenal) e Busca Implacável (sério, achei o policial com o Liam Neeson algo tão bem feito quanto os filmes da série Bourne), filmes que eu não esperava fossem tornar-se videoteca básica na minha vida,  minha maior surpresa foi um filme indicado pelo Doggma, do BZ. Martyrs nem foi lançado aqui no Brasil e provavelmente nem será.

E a contagem começa…

10) Sete Vidas

Tá, eu já sei que você não gostou, mas achei um filme incrivelmente bem feito, com uma atuação ótima do Will Smith e um roteiro muito legal, emocionante e triste. Independente das críticas, acho que, para algumas pessoas, é um filme que leva pelo menos à reflexão sobre como se portar em relação a doação de órgãos, que ainda é um grande tabu.

09) Star Trek

JJ Abrahms certamente vai nos frustar pra caramba com o final de Lost, mas que ele consegue pegar os projetos pessoais com vontade e gosto ele consegue, pelo menos os que leva até o fim. Deu uma roupagem nova pra um seriado antigo sem perder o charme e o conteúdo. O cara merece aplausos por ter agradado a horda de fanboys mais chata do planeta.

08) Avatar

Cameron conseguiu novamente. Sem que ninguém esperasse ele fez um filme tecnologicamente impecável e com uma história excelente e, como eu disse anteriormente, salvou o ano de 2009 do marasmo dos big budgets com ação, humor, emoção e muitos efeitos visuais.

07) Watchmen

Sei que muita gente acha que a versão de Zack Snyder para uma das maiores HQs da história é um blockbuster. Não acho. Apesar do orçamento astronômico, Watchmen nunca foi para o grande público. Isso não faz dele um filme menos corajoso e pensado quadro a quadro, com um puta respeito pelo diretor. O filme não foi sucesso de bilheteria e fico feliz com isso, afinal não vamos precisar ver continuações desnecessárias e sem sentido só pra ganhar dinheiro. Eu acho que Snyder fez o que qualquer diretor tem que fazer: acreditar no sonho e concretizar da melhor forma possível. E o que ele fez foi algo surpreendente e respeitável.

06) Quem Quer ser um Milionário?

Fernando Meirelles foi lá e mostrou como se fazia. Danny Boyle gostou do que viu e aplicou tudo o que pode aprender com Cidade de Deus num filme maravilhoso e perfeito do início ao fim. E o mundo se rendeu e aplaudiu de pé.

05) (500) dias com ela

Desde Alta Fidelidade eu não me identificava tanto com um romance. E (500) dias com ela fez comigo uma coisa que poucos filmes fizeram: me relembrou a adolescência como um grande amigo dividindo uma cerveja de fim de tarde e conversando sobre as coisas boas e ruins do ato de apaixonar-se. E a sensação foi mais do que ótima.

04) UP – Altas Aventuras


Será que algum ano um Top Ten meu existirá sem um filme da Pixar? Acho pouco provável, principalmente quando eles inventam de contar histórias únicas e nunca antes imaginadas. Como eles conseguem inserir tanta emoção numa animação voltada, teoricamente, para crianças?

03) O Lutador

A rendenção de Mickey Rourke veio na forma de um lutador de wrestling com a vida esmagada em pedaços, com uma colagem sensacional do diretor do maravilho Réquiem por um Sonho. Um dos grandes filmes deste século, sem a menor sombra de dúvidas.


02) Control

Não conheço muito a história do Joy Division e sei que muita gente torceu o nariz para esse filme, entretanto contar a vida de Ian Curtis não deve ser uma coisa muito simples. O que vi na tela foi um retrato cru e realista de um dos maiores ícones do rock´n roll dos últimos tempos, o que já é suficiente para que o filme torne-se videoteca básica para qualquer um que tenha vivido a adolescência nos anos 80. Direção de arte primorosa, assim como a fotografia e atuações impecáveis.

01) Distrito 9

O filme chegou caladinho, com um trailer espetacular e deixou todo mundo curioso. Afinal, o que aquele grupo de alienígenas estava fazendo de passagem na Terra. O resultado disso é um dos filmes de ficção mais bem montados da história do cinema, com um roteiro forte e direcionado, feito com trocado se comparado a produções do gênero, prova viva de que existe gente antenada e cerebral em Hollywood.

 
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Publicado por em 19/01/2010 em Top Top, Uncategorized

 

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Short Ones / Watchmen – Versão do Diretor

watchmen

Ao término de Watchmen – Versão do Diretor dá pra se ter uma ideia um pouco mais expandida do que Zack Snyder estava querendo quando se meteu com o projeto. A minuciosidade, o respeito, a paciência e, principalmente, os detalhes estão ali, para fanboys chatos não terem do que reclamar. Aliás, foi isso mesmo que talvez tenha sido o grande problema das reclamações sobre o filme. Puxa-sacos de Alan Moore à parte, o que eu vi naqueles 26 minutos a mais só enalteceram o projeto em si, que deu vida a uma HQ como nenhum outro. Filme feito com o coração mesmo, agora sem o indicador da Warner apontando a necessidade de cortes nas cenas em função do cifrão. Há muito mais detalhes para quem leu a HQ, a muito mais detalhes sobre personagens (até o Ozymandias parece ter crescido com o acrescimo de tempo geral), há a sequência da morte do Hollis (para mim, imprescindível na edição final, algo que não aconteceu), há efeitos impressionantes e a parte mais legal: há muito mais Rorschach, para conhecedores e para quem conseguiu se identificar com a bad atitude do personagem sem nunca ter ouvido falar nele.

A pergunta que fica é: a Warner, que tem no histórico a versão-extendida-nunca-lançada de O Senhor dos Anéis vai acionar o departamento de marketing decentemente dessa vez ou esse vai ser outro que nunca terei originalzinho na minha estante? Nos EUA já saiu, com uma tonelada de extras. E por aqui? Alguém acredita?

Eu, infelizmente, não. Mas que esses 26 minutos fizeram a diferença, ah, fizeram…

 
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Publicado por em 14/09/2009 em Filmes, Top Top

 

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Top Ten 2008

(publicado originalmente em dez/08)

2008 foi um ano muito pop. Tivemos várias adaptações de quadrinhos, alguns retornos de personagens clássicos e uma safra de seriados diferentes de tudo o que havia sido visto até agora. As promessas para 2009 são muitas, e as surpresas e decepções provavelmente também.

Portanto, vamos começar com elas no meu top ten 2008.

Surpresa do ano
“Persépolis”

Apesar de já ter ouvido falar do livro e tudo o mais, não esperava encontrar um retrato tão realista, verossímil e simplista da vida de uma garota iraquiana. Irretocável nos aspectos técnicos, é um deleite para os olhos e para o coração.

Decepção do ano
“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”

Pô, Indy é meu herói preferido do cinema, portanto eu aguardei por mais de 10 anos essa sequência. Talvez pela expectativa, o filme me decepcionou demais. De umas cenas muito legais (os primeiros 30 minutos são Indy puro) parte para uns absurdos como a sequência LaBeouf e os macados, que é vexaminosa e o final bem sem sal. A boa notícia é que o Ford ainda manda muito bem e um quinto episódio pode ser a redenção.

E eis meus 10 melhores de 2008:

10) Por Favor, Rebobine (Be Kind, Rewind)

Michel Gondry disse a que veio em seu belíssimo “Dia Eterno de uma Mente sem Lembranças”, depois fez o belíssimo “The Science of Sleep” (ainda inédito por estas bandas) mas seu último trabalho é uma ode de amor ao cinema. Utilizando tudo de uma maneira bem simples, esquecendo a absorção de Hollywood pelo cinema de efeitos visuais, Gondry escreveu um conto de alegria, respeito, integridade e raízes, com um pano de fundo sensacional.

09) Na Natureza Selvagem (Into the Wild)

A história emocionante de alguém que quis entender o sentido da vida, sem dinheiro, bens materiais ou pseudo-necessidades. Alguém que sempre ansiou por fazer parte de algo, mas não do status quo. Tocante e perfeito em todos os sentidos, com uma direção primorosa de Sean Penn, uma atuação perfeita de Emile Hirsh e a trilha sonora matadora feita sob medida por Eddie Vedder.

08) Wall-E (Wall-E)

A Pixar, como sempre, criou mais um novo clássico. E esse tem todo um fundo potencial para debates sobre o que estamos fazendo no presente, e como isso vai nos afetar no futuro. Utilizando homenagens a grandes personagens e filmes, desde Buster Keaton a Stanley Kubrick, “Wall-E’ é muito mais sentimento do que animação, o que é muito difícil hoje em dia.

07) Sangue Negro (There Will be Blood)
Daniel Day-Lewis é o cara. E a performance dele neste filme merecia todos os prêmios possíveis. A maneira como P.T. Anderson dirige a história dos primeiros sugadores de petróleo dos EUA e como a religião, a ganância e a família tinham valores bem diferentes (ou não) do que vemos agora é feita com maestria.

06) Cloverfield (Cloverfield)
Simplesmente o “filme de monstro” mais divertido que já vi. E que o “cara do Lost” faça muito outros filmes iguais a este.

05) Speed Racer (Speed Racer)
Tá, eu sei que você não gostou, mesmo não tendo visto. Mas já declarei todo meu amor ao filme aqui, portanto não me encha o saco. :)

04) Homem de Ferro (Iron Man)
Um “herói B” da Marvel ganha um roteiro enxuto, efeitos sensacionais, direção poderosa e Robert Downey Jr. Tinha que sair um vencedor disso tudo.

03) Hellboy 2 (Hellboy 2)
Del Toro tinha duas trilhas a seguir depois do primeiro Hellboy: ir pela estrada do suspense ou adentrar a fantasia exposta nos quadrinhos. Pegou a segunda trilha e se deu bem. O segundo exemplar tem situações hilárias, excelentes efeitos e um roteiro criativíssimo. Só a abertura do o Exército Dourado vale o filme todo.

02) Ensaio sobre a Cegueira (Blindness)
Meirelles pegou um livro complicadíssimo e o condensou em 2 horas de tensão, seriedade, subliminariedade e tapas na cara com direito a aplausos do próprio autor. Belíssimo em sua concepção artística e elenco, um filme para poucos, mas obrigatório para todos que tem um pouco de auto-crítica.

01) O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)
O filme-fenômeno de 2008 tem méritos de sobra para ser a melhor produção de 2008. A tristeza mesmo é sempre lembrar que o Ledger não está mais conosco pra curtir o que nós curtimos: um filme forte, corajoso e que colocou os “heroes movies” em outro patamar.

E é isso. Que 2009 seja tão bom para o cinema quanto foi 2008.

 
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Publicado por em 12/09/2009 em Top Top

 

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Meme / Filmes subestimados

(publicado originalmente em abr/08)

Meu amigo Dogg, do BZ, praticamente me intimou a participar desse MEME (termo esse que em publicidade é algo completamente diferente…) sobre filmes subestimados. Dando uma olhada na galera que tem participado, tenho que admitir que fiquei surpreso pela memória do povo. E dá orgulho estar no meio dessa baderna organizada.

Bom, como tô atolado de trampo, não consegui dedicar o tempo que gostaria nessa empreitada, mas fiquem aí com 5 dos filmes que sempre achei subestimados.

5) Rocketeer (Rocketeer / 1991)
O filme foi um fracasso de bilheteria de uma maneira geral, os críticos acabaram com ele e provavelmente sou o único cara do mundo que adora esse filme. Tem tudo bem dosado lá. Muitos os elementos que usaram naquele época estão sendo utilizados nos filmes de super-heróis atuais, o que me deixa crente de que foi um filme bem à frente da sua época. É divertido, ousado, tem excelentes especiais e a Jennifer Connely. Aventura pura e nem tem em DVD no Brasil. Se fosse lançado hoje, não faria feio de jeito nenhum.


4) O Suspeito da Rua Arlington (Arlington Road / 1998)
Ele veio de videoclipes pra pegar um roteiro genial, com atores sensacionais e, ainda por cima, ter que fazer bonito. Não sei como foi a recepção lá fora, sei que aqui dentro, sempre que indico, me ligam dizendo:”cara, que filme do caralho! E o final? Putaquipariu!”.

Aliás, e que final.


3) Energia Pura (Powder/1995)
Quando vi esse filme, achei que era uma ficção com alienígenas (nem lembro o por quê), mas a história é tão cativante, atual e bem conduzida que fica difícil não se colocar no lugar do personagem principal. Sensibilidade a flor da pele.


2) O Gigante de Ferro (The Iron Giant / 1999)
Sou baba-ovo do filme. Quem me conhece sabe disso. Brad Bird só foi devidamente reconhecido quando conduziu o mega-sucesso “Os Incríveis”, mas antes disso ele já tinha uma legião de fãs no mundo todo elogiando sua história cinquentista de amizade e respeito. E, até hoje, muita gente ainda não viu o que um roteiro amarrado e amor por uma produção pode fazer. Não corra pra locadora, não. Vá direto no bacião da Americanas e compre por 12,90, porque você vai querer rever um monte de vezes.


1) Tron (Tron/1982)
Ah, esse filme me traz tantas lembranças, mas fico com duas principais: meu pai dormindo no cinema por não entender lhufas do filme e como eu o enchi pra me pagar um curso de Basic. Até hoje, “Tron” é incompreendido. E eu não entendo o motivo, tem tudo lá: romance, comédia, Jeff Bridges e efeitos especiais até hoje inimitáveis. Tudo bem que a Disney quase faliu produzindo o filme que foi um fracasso generalizado no mundo todo, mas não pelo seu conteúdo e sim por ser muito avançado para seu tempo.


0,5) Imensidão Azul (Le Grand Blue, 1988)
Sei que são somente 5, mas fica dificil não mencionar um filme que foi meu preferido durante anos. Luc Besson ainda não tinha se aventurado nas ficções cheias de orçamento e dirigiu um filme simples, sobre dois mergulhadores numa competição. Com um plot desses, seriam necessários muitos detalhes para tornar a trama mais atrativa. E ele conseguiu. Impossível não se identificar com os personagens e sua “rincha” infantil. Leve, sutil, com paisagens magníficas, um filme pra se ver com a namorada. E se emocionar muito. Hollywood fez o diretor filmar um final diferente, que usou nos cinemas e no VHS brasileiro, mas, se não me engano, o final do DVD é a versão do diretor mesmo, muito melhor, emocionante e reflexivo.

Bom, é isso. Acho que tem muito mais coisa nos anos 80, mas não tive como dar uma pesquisada mais a fundo, mas se me perguntassem e me pedissem pra responder em 30 segundos, seriam estes.

E agora é hora de passar a tocha, certo? Vou encaminhar a brincadeira para o Eudes, do Rapadura Açucarada, pra Kel, do Velzi Stuffs (menos trabalho e mais diversão, Kelzi!, pra Babi Soller do De tudo e tal, pro Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd e pros malucos do MdM.

Parabéns a todos pela iniciativa. E que sejam lançados esses filmes no Bacião da Americanas! :)

 
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Publicado por em 12/09/2009 em Top Top

 

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Top Ten 2007

(publicado originalmente em dez/07)

2007 está indo e vi muito filme bom. Em comparação com o ano passado, foi muito mais forte em qualidade técnica, roteiro e direção, o que gerou filmes mais complexos e blockbusters mais criativos. Dos 3 que achei que entrariam na lista de 2007, somente um, “O Labirinto do Fauno” não entrou. Acredito que minha expectativa em relação ao Guillermo del Toro foi maior do que eu esperava. Mas o filme tá lá, segurando um 13º honroso lugar.

Mas este ano vou começar com a grande decepção e a grande surpresa do ano. Do mesmo jeito que muita coisa boa apareceu, teve muita coisa ruim. Mas os piores mesmo são “O Retorno dos Malditos” (cujo primeiro teve uma recauchutagem muito boa, e o segundo é simplesmente ridículo…), “Shrek 3″ (agora virou franquia de ganhar dinheiro mesmo…), e, ao meu ver, o pior…

Decepção do ano:
“Piratas do Caribe – No Fim do Mundo”

O primeiro é um filme descompromissado e divertido. O segundo entrou pro meu top ten de 2006. O terceiro é simplesmente vergonhoso. Chato, com uma história boba, sem desenvolvimento de personagens e, principalmente, sem um pingo de graça. Esperava mais dos produtores. Bem mais. E Keith Richards ganhou o dinheiro mais fácil da sua vida.

Surpresa do ano:
“O Hospedeiro”

A Coréia tem nos surpreendido nos últimos anos com criatividade e baixo custo. “The Host” não é diferente: tem efeitos excelentes, um roteiro enxuto e completamente inesperado, e ainda aquele toquezinho humano que gera empatia pelos personagens. O grande filme de monstro da década. E o filme já está fazendo seus descendentes: JJ Abrahms lança em janeiro seu filme de monstro e já afirmou categoricamente que “The Host” é uma de suas principais inspirações.

Finalmente:

10) Os Infiltrados


Scorcese viu o oriental, gostou, e fez do seu jeito no ocidente. Deu certo. Além de vertiginoso, o filme extrai de talentos médios o que há de melhor. Edição competentíssima e um final arrebatador.

9) Extermínio 2


Missão de FDP: pegar a sequência de um puta filme de suspense que é considerado um dos grandes pilares dos novos “zombie movies”, sucesso de bilheteria e, ainda por cima, que tem a marca do Danny Boyle e deixá-lo atrativo como o original. O estagiário fez o que não se imaginava. As 28 semanas seguintes à contaminação de Londres são bem mais pesadas e complicadas que os 28 dias. Roteiro corajoso, direção eficaz, tenso ao extremo.

8) Nacho Libre


Sobre esse, já escrevi no começo do ano.O gênero comédia andava hiper saturado com “American Pies” e alguns diretores souberam tirar proveito disso desenvolvendo roteiros inteligentes e sensíveis, sem se deixar guiar apenas pelo fator financeiro. O resultado disso são filmes leves, que não ofendem o espectador e, de certa forma, os levam a introspecção com aspectos simples, fazendo-o sorrir e gargalhar. Ao meu ver, o diretor Jared Hess (que tem outro filme no meu top ten 2008) e Judd Apatow são casos extremos. E que venham mais.

7) O Grande Truque


O primeiro filme que vejo em que o vilão é o mocinho e vice-versa. Inteligentíssimo em sua concepção e com atuações impecáveis, ainda conseguiu fazer o final mais motherfucker dos últimos tempos.

6) Filhos da Esperança


Alfonso Cuarón é um cara sensível e meticuloso. Dá pra se notar isso por seus filmes anteriores, mas “Filhos da Esperança” é seu ápice. Um roteiro forte e uma direção impecável fazem deste um exemplo do que Hollywood poderia ser.

5) Napoleon Dynamite


Acredito que nem todo mundo foi um Napoleon Dynamite, mas que todo mundo deve ter conhecido um Napoleon Dynamite. E há graça em ser diferente. E há também inteligência em ser diferente.

4) 300


A brincadeira do “chroma key” deu certo, e o resultado impressiona tanto quanto Sin City. A obra de Frank Miller estava lá, upgradeada e em movimento.

3) Transformers


O que é a falta de expectativa…
Pegaram uma estratégia de venda, praticamente sem roteiro, deram na mão do Spielberg, que chamou o barulhento Michael Bay e não é que saiu um filme de ação descerebrada do caralho? Os efeitos são absurdamente impressionantes e Shia LaBeouf fez a cama pro resto da vida.

2) Tropa de Elite


O filme-bomba do ano é perfeito em sua concepção e, no meu humilde ponto de vista publicitário, fez a maior campanha de marketing de guerrilha da história. E valeu a pena, pois muita gente viu um filme que, se não fosse do jeito que foi, talvez não alcançasse 10% do público que teve. E tem gente que simplesmente PRECISA ver esse filme.

1) Fonte da Vida


Darren Aronofsky fez o filme de drogas mais contundente que já vi. E duvido que em muito tempo algum filme venha a ocupar este posto, porque ele misturou o vício físico com o emotivo e o midiático, portanto a expectativa para seu próximo trabalho era enorme. “The Fountain” foi um filme cheio de problemas de produção desde o início e quase o diretor parou tudo no meio das filmagens. Mas algo foi mais forte e ele levou o projeto até o final, o que rendeu um filme que emociona e faz refletir como nenhum outro nos últimos tempos. É um filme de ver e deixar o subconsciente trabalhando sem pressa, discutir com a pessoa amada e com amigos. Ao meu ver, esclarecedor.

 
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Publicado por em 12/09/2009 em Top Top

 

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