RSS

Arquivo da categoria: Séries

Destino

Até tentei, mas não consegui descrever em palavras quanto o Season Finale da quarta temporada de Dexter mexeu comigo. Tudo bem, Lithgow dando um show, roteiro perfeito, aliás talvez a única série que tenha fluência em todos os episódios, pelos menos das que tenho acompanhado. O timming é perfeito, as interpretações, os plots paralelos. Michael C. Hall impressiona em suas mudanças simetricamente perfeitas de personalidade.

Mas a porrada no estômago (e no coração) que o seriado me deu ontem foi um sentimento único. Uma mistura de tristeza, desespero e, por que não dizer, de raiva. Não pela qualidade do seriado, impecável por sinal, mas pela estranheza da narrativa rica e que me lembrou automaticamente a Lei do Carma.

Já ouvi dizer que a série recomeçou sensacional. Vou acompanhar mais de perto agora, mas que nada vai tirar essa imagem aí de cima da minha cabeça por um bom tempo, isso não vai.

 
Leave a comment

Publicado por em 28/09/2010 em Séries

 

Zillion

Abençoado seja o usuário Manny Cavalera, do Orkut, por disponilizar para download uma das grandes alegrias da minha infância.

E vida longa e próspera por, além de ter feito, complementou com a opção de versão original legendada ou com a excelente dublagem da década de 80.

E saúde eterna pela qualidade excepcional dos vídeos.

 
4 Comments

Publicado por em 21/07/2010 em Anime, Séries

 

Rocket Man

Por mais “I told you so” que o season finale da terceira temporada de Californication tenha sido, me bateu uma melancolia tremenda. Tudo ali era esperado, sintetizado e até óbvio no que condiz com o mundo real. Mas Hank é um personagem sólido demais dentro de sua desestrutura para que não nos identifiquemos nem que seja um pouco com ele, seja nos bons ou nos “maus” costumes.

E eu nunca havia ouvido a música de Elton John como deveria. E poucas vezes acho que um som casou tanto com uma sequência de imagens.

E que venha a quarta. Urgente.

 
1 Comment

Publicado por em 15/07/2010 em Séries

 

Barril de Pólvora

O décimo episódio da terceira temporada de Breaking Bad, Fly, é uma das situações mais instrínsecas que já vi em um seriado para televisão. Em quase 45 minutos, o roteiro espreme cada um dos protagonistas ao extremo. Uma simples mosca no laboratório de “Heisenberg” transforma-se num diálogo visceral sobre para onde a série está indo: um barril de pólvora emocional em que TODOS os protagonistas estão a ponto de explodir. Uma simples baforada mal direcionada desencadeará o descontrole  total das situações. Aliás, se há um mérito maior em Breaking Bad é o de transformar seus protagonistas em antagonistas, inserindo-os no contexto de forma que eles não podem dizer não. São 3 temporadas de perfeita construção de personagens. Todos ali tem suas motivações, medos, razões. E a fúria de levar às últimas consequências.

White e Pinkman debatem como pai e filho. Aliás, a situação em que o Sr. White está agora me lembra muito Darth Vader. Ele está num ponto obscuro entre ir para a luz ou se entregar para a escuridão total. Porém, diferente do pai de Luke, “Heisenberg” conhece as realidades, nada está escondido, tudo está entregue ali, na bandeja de prata da realidade. E ele não tem controle nenhum, pois qualquer um ali pode acender o pavio. Um olhar mal interpretado, caliente, e tudo vai pelos ares. E dá pra sentir na respiração dele que ele está cansado de tentar controlar e que talvez liberar o caos seja a única maneira de trazer paz.

Caos para transformar? Química pura, bitch.

[UPDATED] Meu broda Luwig mandou um post ótimo sobre a série. E valeu pela lembrança!

 
2 Comments

Publicado por em 11/06/2010 em Séries, Uncategorized

 

Signo, Significado e Significante

Acompanho Lost desde seu primeiro episódio. A cada semana uma nova expectativa. Mistérios e mais mistérios. Interpretações ilimitadas e conjecturas inusitadas. Nos primeiros episódios da temporada final eu já estava me preparando para um novo Twin Peaks, um novo Matrix Revolutions. Em seus minutos derradeiros, eu estava com o canto da boca torcido, característico de quando não estou gostando do andamento de um determinado direcionamento.

E ali, Jack na igreja, um simples vitral ao fundo. Meu eu cauteloso e metódico dá lugar ao interpretativo emocional. Foi naquele instante que eu senti que todas aquelas 6 temporadas valeram a pena. E, superinterpretação ou não, me senti aliviado não pelo término, mas sim pela simplicidade no direcionamento dado pelos roteiristas. Uma artifício pobre? Pode até ser, mas longe do desfecho enfadonho que eu imagina que seria.

Enfim. Foi muito bom ser fã de Lost.

Obrigado ao Guimba, Fivo, Doggma, Kel, Dude, Buca, Tomate e Jr. por aguentarem minhas ideias simples aos meus olhos, mas tão irreais dentro da perspectiva de cada um.

 
2 Comments

Publicado por em 27/05/2010 em Séries

 

Tags: ,

Vácuo e limbo

galactica

Complicadaço escrever sobre Battlestar Galactica. Estou acompanhando a série há exatos 5 meses, por diversas indicações de amigos, que usam termos como “genial”, “espetacular” e o básico “divisor de águas”. E estes 5 meses passaram muito rápido em todos os sentidos e intercalar seus episódios com os de séries que eu já acompanhava com Lost, Fringe, Californication, House e The Office me levou a fazer manobras interessantes no cotidiano, pois minha esposa e naves espaciais não combinam de jeito nenhum. Mas se limitar a falar sobre BG usando termos genéricos de aventuras no espaço é cometer um erro terrível. Eu já conhecia a série antiga, mas me recordo pouco e ninguém me contraria quando digo que era uma versão televisiva menos cool de Star Wars. Sabiamente, os produtores desta nova versão usaram apenas a premissa básica e inseriram pequenos elementos da série antiga para um link com os fãs antigos. Inteligente e elegantemente o target que poderia vociferar contra a produção foram isolados, agora é inserir conteúdo onde havia vácuo, o que pode parecer uma tarefa fácil, mas não é, pois separar o que presta do que não presta com olhares de cash producers sobre os ombros não é tarefa pra qualquer um e, em qualquer momento, eles podem aparecer pedindo subterfúgios óbvios, cenas de sexo gratuitas e inserção de elementos que nada acrescentam à trama somente pelos números de audiência.

galactica01

Nada disso aconteceu e, com o apoio dos fãs, Galactica alça vôo novamente. E comparações começam a surgir (Star Wars, Jornada nas Estrelas, obviamente), algumas com fundamento, outras somente pegando pequenos momentos e pré-julgando sem ter conhecimento de causa. Muita gente assistindo pelas cenas de batalhas (que são impecáveis), outros interessados pelo plot humanista, pois o plot é tão intenso e expansível (o que é um contraponto, já que estamos falando de uma história que se desenrola dentro de uma nave espacial levando o último grupo de humanos, cerca de 40.000, em busca de um planeta chamado Terra, com os inimigos – alter egos? – cylons querendo a aniquilação da raça) que as perseguições em CGI acabam formando um balanceamento estável com a estória, que é o real centro de atenção. Foram 3 temporadas debatendo racismo, doenças, religião, diferenças sociais, relacionamentos inter-raciais, posicionamentos, erros, acertos, fome, greves, pré-julgamentos, leis, dentre tantos outros. O universo sempre mostrado em profundidade na sala de comando parece ínfimo comparado ao que acontece dentro da Galactica e de seu pequeno grupo de fugitivos. E no comando dessa nave, um impecável Edward James Olmos que se apresenta como um monstro vivo de interpretação, funcionando como um catalisador interno de tudo o que foi citado. É ele quem deixa a atuação dos outros atores mais intensa, viva e humana. Entre atentados contra sua vida, acertos e erros, Olmos mostra que o humano é imperfeito em todos os sentidos, mas que ser humano é principalmente, aprender e seguir em frente.

battlestar-galactica-cylon-centurion-1Mas, dentre todas características positivas do filme a que mais se destaca para mim é a estratégia das batalhas. Desenhadas e calculadas com realismo impressionante, as manobras contra os robôs Cylons mostram a diferença entre as duas raças: a constante reinvenção e criatividade em busca da sobrevivência da espécie. Há uma sequência de um resgate no início da terceira temporada que me fez levantar do sofá, de um jeito que nenhum filme de cinema havia feito em anos. E é isso que Galactica tem de melhor: assim como os humanos lutam pela sua sobrevivência, o seriado faz de tudo para cativar o espectador não pela beleza óbvia de seus efeitos, mas sim pelo conteúdo singular e coordenado. E essa inteligência de batalha não tem nada de Star Wars, talvez um pouco de Star Trek, mas muito ali foi bebido de um clássico oriental pouco conhecido chamado Yamato que, por si só, já carregava o primeiro tema dessa nova série Galactica: o da busca pelo planeta que pode ser a redenção e sobrevivência da raça humana. Mas não é uma cópia, considero mais que seja uma homenagem pois Yamato e Galactica tem coisas demais em comum. Impossível quem acompanhou o anime não entender as semelhanças e até colocar a nave de formato de submarino no lugar da Galactica de vez em quando. Se conhece ambos, faça isso, é um exercício interessante e curioso.

O final da terceira temporada é impecável em tudo o que se espera de um season finale: amarra pontas, solta outras, deixa um suspense perfeito para o reinício da última temporada e faz até a utilização de um classicaço do rock num momento espetacular da série que, desde já, me deixa com saudades.

E agora vamos para a última temporada. E sei que o desenlace vai ser difícil porque, desde o início, eles tinham um plano…

Season 1 / Season 2 / Season 3

____________________________________________________________________________________________

UPDATED: Alertado pelo Samurai, procurei um box completo. E não é que ele existe? E vai virar meu presente de Natal pra mim mesmo…

 
1 Comment

Publicado por em 12/11/2009 em Séries, Televisão

 

Tags: , , , , , ,

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 477 other followers