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Arquivo da categoria: Dicas musicais

No iPod

Pearl Jam / backspacerPearl Jam / Backspacer – Como uma resposta para aqueles que sempre acharam os discos do Pearl Jam pós Ten meio experimentalistas, Backspacer é uma continuação direta do disco que os mostrou ao mundo. As músicas são ágeis, chicletes e, ainda assim, sensacionais. Diferente das propostas anteriores, nada de sanfonas, paradas de som no meio da música, bandolins, nada disso. Ele já começa com um rockn´roll basicão em Gonna See my Friend, emendando na ótima Got Some (minha preferida do disco) e a terceira é a música que apresentou o disco novo The Fixer. Se ouviu e gostou, vai gostar demais do novo trabalho do Pearl Jam. Recomendo. E muito!

arnaldoantunesArnaldo Antunes / Iê Iê Iê – Sou suspeito pra falar do ex-titã, pois gosto muito do seu trabalho não apenas na esfera musical, mas também nas outras segmentações a que se dedicou. Mesmo assim, Iê Iê Iê me surpreendeu tanto, mas tanto que fica difícil encontrar algum defeito no disco. É como se o Arnaldo tivesse nascido alguns anos antes e começado a sua carreira solo na década de 60, bem no meio da beatlemania, Rita Pavone e Jovem Guarda. O resultado disso é um disco divertidíssimo, com manias e instrumentos da época, com aquele toque da poesia cartunesca popular do vocalista, mas em um ambiente contemporâneo e moderno. Se a mistura funcionou bem? É um dos melhores discos do ano pra mim. E se você não gosta do Arnaldo por causa dos discos anteriores, acho que deveria dar uma chance para este, porque soa como o trabalho mais pop do cantor. Recomendo muito!

arcticmonkeys_humbugArctic Monkeys / Humbug – O primeiro disco da banda, Whatever People Say I Am, That´s What I´m Not chegou como uma pancada na monotonia com seus acordes ágeis, letras cortantes e a voz nasalada de Alex Turner. Um dos melhores discos que já ouvi na vida e um sucesso de crítica e público. O segundo, Favorite Worst Nightmare, manteve o ritmo, mas não a pegada. O punch inicial havia se desfeito, mas gerando ainda boas músicas e ritmo. O terceiro trabalho do Arctic Monkeys, Humbug, chega a ser monótono. É triste dizer isso, mas é verdade. As músicas são densas demais, triviais e parecem estar dentro de uma introspectividade latente. Curti não.

 
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Publicado por em 23/09/2009 em Dicas musicais, No iPod

 

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Dicas musicais

(publicado originalmente em maio/09)

Fazia tempo que não postava nada sobre música e tenho ouvido tanta coisa legal.

Animal Collective / Merryweather Post Pavillion
Peguei a dica dessa banda na coluna do Érico Assis, no Omelete. Difícil colocar um label na banda americana, já que aparentemente eles gostam de fazer uma mistura inusitada de estilos, sendo que o psicodelismo e o folk parecem ser os mais presentes. Lembra um pouco Stone Roses, mas sem a telemetria do Ian Brown. Não é ruim, não, é um som bem trabalhado e criativo, só não é a minha cara. Pra mim, esse tipo de som é mais incidental, como se fosse parte da trilha sonora de um filme. Esse disco é o último da banda, portanto ouvirei os anteriores para ver se há alguma coisa interessante.
Destaque: Lion in a coma

Chris Cornell / Scream
Alguém pode por favor dizer para o Timbaland ficar brincando somente com a turma dele? Sério, não sei o que deu no Cornell pra apostar nessa parceria, porque o resultado é uma vergonha. Tá, Cornell cansou do estilo Soundgarden, isso já ta provado devido aos seus trabalhos solo (que, por sinal, já eram bastante irregulares), mas chamar o rei do “levanta cantores que estão em decadência” para novo projeto? Que tipo de agente vagabundo tem um cara desses? Nada contra o Timbaland, aliás seu estilo funciona muito bem para o nicho proposto (Sexyback/Lovesongs é espetacular, com um target extremamente bem definido), mas usar a mesma receita para um cantor de rock, com um vozeirão igual o do Cornell? O cara estava bem com aquela música para Cassino Royale, pô! Experimentalismo, sim, oportunismo, me poupe. Um dos piores discos que ouvi nos últimos anos.
Destaque: Scream (nenhuma se salva, mas essa é a menos pior. Coitado de quem vê o clipe, gosta da música e compra o CD)

Metallica / Death Magnetic
Nunca fui grande fã da banda, portanto não tenho gabarito pra ficar criticando. Aliás, vou ouvir todos os discos na ordem para te uma idéia melhor do trabalho dos caras. Por enquanto, a referência que tenho é o memorável Master of Puppets, um puta disco. Depois disso, ouvi um monte de músicas do “álbum negro”, que tocaram à exaustão, os detestados Load e Reload e achei o resultado bem inferior, com mais plasticidade do que som. Death Magnetic é o oposto de seus predecessores, um disco visceral e barulhento, no bom sentido. Mas não adianta, as músicas mais lentas do Metallica não me agradam de jeito nenhum.
Destaque: All Nightmare Long (uma porrada no tímpano, com um dos clipes mais criativos dos últimos tempos)

The Last Shaddow Puppets / The Age of the Understatement
Marquei feio com esse aqui. Fã assumidaço do Arctic Monkeys, deixe passar o fabuloso projeto paralelo do vocalista da banda e do vocalista do The Rascals. Um disco montado com uma cadência única, parece que é uma trilha sonora de filme, tamanha convergência e unidade., as músicas tem, por mais diferentes estilos que contenham. A banda brinca com temas compostos, improvisações e influências diversas, dos anos 40 para cá. É contemporâneo utilizando elementos antiquados e até esquecidos. Pra mim, virou obrigatório. Pena que é curto.
Destaque: “Standing next to me” (um clipe feito com dinheiro de pão, mas com um puta resultado)
(thanks to Gaby e Alex)

Frank Zappa / Freak Out! Fazia tempo que eu estava ensaiando de ouvir os discos do Zappa desde o primeiro, porque conhecia pouca coisa. O resultado da primeira experiência é que, em 66, Zappa deveria ter sido considerado um maluco total, porque ele é completamente fora de seu tempo. Se esse disco fosse lançado hoje seria um puta sucesso. Um disco atemporal e altamente influenciador não só pelo conteúdo musical, mas pelas letras. Acho que todas as bandas atuais devem ter bebido um pouco no experimentalismo dos Mothers of Invention. Beck, por exemplo, é puro Zappa. Impressionante. Agora vamos pro disco dois, “Absolutelly Free”. Viciante.
Destaque: Hungry Freaks, Daddy! (o disco todo é sensacional)

 
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Publicado por em 12/09/2009 em Dicas musicais, Música

 

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